Vol. 3 N.º 2 (2026): Teologia Cristã Africana
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Libertação através da Contextualização:  Teologia das Mulheres Africanas e o Sistema Trokosi dentro da Cultura Ewe doGana

Leopold GADAGOE
Global Theological Seminary, Accra, Ghana

Publicado 2026-09-30

Palavras-chave

  • libertação,
  • trokosi,
  • sistema do trokosi,
  • contextualização,
  • igualdade de género,
  • inculturação,
  • teologia das mulheres africanas,
  • Gana
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Como Citar

Libertação através da Contextualização:  Teologia das Mulheres Africanas e o Sistema Trokosi dentro da Cultura Ewe doGana. (2026). Teologia Cristã Africana, 3(2), 251–270. https://doi.org/10.69683/5gc8jt05

Resumo

Este artigo aborda as teologias das mulheres africanas, analisando, em particular, a interseção entre práticas culturais e crenças religiosas, ilustrada pelo sistema do trokosi, praticado por uma parte do povo Éwé no Gana.  Explora a forma como este sistema reflete questões teológicas mais amplas relativas à criação e à humanidade num contexto africano, e é enquadrado na perspetiva da revelação bíblica. Reconhecendo as teologias das mulheres africanas como um movimento dinâmico e crítico, este estudo apela a uma reavaliação tanto das práticas eclesiais estabelecidas como das normas culturais que perpetuam as desigualdades de género.  Apresenta a hermenêutica cultural feminista africana como um processo fundamental através do qual o Evangelho pode elevar e transformar fenómenos culturais negativos, defendendo a promoção de valores culturais que influenciam positivamente a sociedade, enquanto rejeita criticamente as narrativas prejudiciais.  No entanto, reconhece a importância de preservar certas narrativas culturais indissociáveis das identidades africanas e femininas, opondo-se à ideia de um abandono total do património cultural.  Baseando-se nos trabalhos de eminentes teólogas africanas, o estudo destaca a importância das experiências das mulheres na construção das suas perspetivas teológicas e sublinha a necessidade de uma parceria entre homens e mulheres no seio da comunidade humana em sentido lato.  Em última análise, o artigo apela a um compromisso renovado a favor de uma contextualização de género, a fim de favorecer uma inculturação que promova a justiça, a igualdade e o pleno desenvolvimento da comunidade.